Náuseas e vômitos na gravidez

náuseas e vômitos na gravidezNáuseas e vômitos são as queixas clínicas mais frequentes na primeira metade da gravidez, principalmente entre grávidas de “primeira viagem” ou com gestação múltipla, bem como nas obesas ou com sobrepeso ou ainda naquelas que apresentaram estes sintomas em uma gravidez anterior.

Náuseas e vômitos da gravidez (NVG) são as queixas clínicas mais frequentes no primeiro trimestre e geralmente tendem a desaparecer após o 5° mês de gestação. Estudos apontam que cerca de 90% das gestantes relatam estes sintomas, variando de um leve enjoo matinal até quadros severos com desidratação, distúrbio hidroeletrolítico e perda de peso denominado de hiperêmese gravídica. Felizmente, os casos severos são esporádicos pois merecem uma abordagem terapêutica mais agressiva, com indicação de internação hospitalar.

A causa exata das NVG não é completamente compreendida. Todavia, acredita-se que a progesterona, hormônio responsável pela manutenção da gravidez, tenha ação preponderante na gênese destes sintomas ao reduzir a contratilidade do tubo digestório. Além de fatores hormonais é preciso considerar também a presença de doenças do aparelho digestório como gastroenterites, refluxo gastroesofágico, pedra na vesícula biliar e úlceras gástricas bem como fatores psicológico e socioeconômicos.

Além do uso de medicação que ajuda no controle das náuseas e vômitos está indicado nos casos mais persistentes o acompanhamento nutricional e psicológico. O suporte familiar e modificações no estilo de vida são também importantes para a breve recuperação da gestante.

Fonte:
Jueckstock, JK, Kaestner, R, Mylons, I. Managing hyperemesis gravidarum: a multimodal challenge. BMC Medicine 2010;8(46):1-12.

Body, C, Christie, JA. Nausea, vomiting, hyperemesis gravidarum, gastroesophageal reflux disease, constipation and diarrhea.Gastroenterol Clin N AM 2016;45:267-283.

Niemeijer MN, Grooten IJ, Vos N, et al. Diagnostic markers for hyperemesis gravidarum: a systematic review and metaanalysis. Am J Obstet Gynecol 2014; 211(2):150.e1–15.

Zielinski R, Searing K, Deibel M. Gastrointestinal distress in pregnancy: prevalence, assessment, and treatment of 5 common minor discomforts. J Perinat Neonatal Nurs 2015;29(1):23–31.

Gravidez: Medos e Dúvidas

A gravidez é um momento peculiar onde incertezas, medos e dúvidas surgem uma vez por outra. A futura mamãe experimenta emoções ambivalentes, com momentos de melancolia sem motivo aparente, intercalados por períodos de felicidade e deslumbramento. Estas mudanças emocionais resultam de um ambiente hormonal ímpar, mas o desafio da maternidade e incertezas sobre a vida profissional são exemplos de outros questionamentos determinantes de preocupação e medo. Com o intuito de esclarecer dúvidas frequentes que pairam sobre a mente de muitas gestantes, destacamos 3 perguntas que reiteradamente surgem durante o exame de ultrassonografia.

Post_gravidez_medos_FACEBOOK 11. O exame de ultrassom faz mal para o bebê? Não. O controle da emissão acústica máxima dos aparelhos de ultrassom segue um rígido protocolo internacional proporcionando uma ampla margem de segurança para o seu uso, sem efeitos biológicos aparentes ao operador e paciente, incluindo o feto.

Post_gravidez_medos_FACEBOOK 22. Qual a importância dos exames morfológicos na avaliação pré-natal?
O exame morfológico é executado em dois momentos da gravidez: O primeiro entre 11 e 14 semanas e o segundo entre 20 a 24 semanas. Ambos avaliam detalhes da anatomia e realizam a triagem para anomalias físicas e/ou cromossômicas, como a síndrome de Down, por exemplo. Através dos exames morfológicos podemos avaliar o risco para o parto prematuro, doença hipertensiva da gravidez (pré-eclâmpsia), alterações do crescimento fetal, líquido amniótico, cordão umbilical e placenta.

Post_gravidez_medos_FACEBOOK 33. A ultrassonografia pode indicar se o parto vai ser normal ou cesárea?
Não. É importante saber que nenhum parto é igual, por isso as experiências de outras mulheres não podem ser automaticamente repassadas para todas as grávidas. Quando possível e indicado a opção pelo parto normal possibilita uma recuperação mais rápida da parturiente. Todavia, há casos em que insistir no parto normal pode trazer problemas para o feto e para a mãe. Converse com o seu obstetra durante todo o pré-natal sobre este tema, e não apenas nos dias que antecedem o parto. Isso certamente vai trazer mais confiança e tranquilidade. Não esqueça de ter uma dieta balanceada e quando não houver contraindicação, pratique alguma atividade física, mesmo que seja uma simples caminhada. Combater o stress emocional traz alívio e conforto pra as futuras mamães!

7 Informações Sobre o Líquido Amniótico

liquido-amniotico

  1. Os principais contribuintes para a formação do líquido amniótico (LA) são a urina fetal e a secreção pulmonar.
  2. A deglutição fetal exerce importante papel na remoção do LA.
  3. Amortece os traumas mecânicos.
  4. Tem efeito protetor antimicrobiano.
  5. É essencial para o desenvolvimento dos sistemas digestório, respiratório e músculo-esquelético.
  6. Contém nutrientes e fatores de crescimento comparáveis ao leite materno.
  7. É uma fonte de células tronco.

Alterações que aumentem ou diminuem a quantidade LA pode levar a graves consequência para a saúde do bebê. Por isso mesmo, o LA é considerado um radar do bem estar fetal e a sua avaliação deve estar presente em todos as ultrassonografias obstétricas.

Fonte: Amniotic fluid dynamic 2007 © Moghazy www.thefetus.net.
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Mãe Obesa e Diabética x Autismo

obesidade na gravidezEstudo indica que a prevenção do autismo está na dependência do controle do peso e do diabetes tanto antes quanto durante a gravidez.

Estudo conduzido pela prestigiosa universidade americana John Hopkins e publicado em fevereiro deste ano na revista Pediatrics, relatou a associação entre diabetes e obesidade materna com o aumento de casos de transtornos do espectro autista (TEA).

Os pesquisadores acompanharam o desenvolvimento de 2.734  crianças entre 1998 e 2014, do nascimento até a infância e encontraram 102 casos categorizados como TEA. Observaram que mães com diagnóstico de obesidade associada a diabetes, não importando se esta combinação estava presente antes ou durante a gravidez, apresentavam um risco 4 vezes maior para ter filhos com TEA comparando-se com mães que não eram portadoras, concomitantemente, destas alterações metabólicas.

Embora os mecanismos que levem ao aumento dos casos de TEA em mães que exibem simultaneamente obesidade e diabetes ainda sejam obscuros, acredita-se que estas desordens metabólicas maternas quando associadas ocasionem tanto um processo inflamatório no cérebro fetal, como redução dos níveis de folato, que é uma vitamina essencial para o desenvolvimento neurológico do bebê.

Fonte: The association of maternal obesity and diabetes with autism and other developmental disabilities. Hong X., Wang G., Wang M.-C., Zuckerman B., Wang X., Li M., Fallin M.D., (…), Dahm J.L.Pediatrics, 2016;137(2).

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A Ultrassonografia e a Saúde da Mulher

saúde da mulher

“A mulher é um efeito deslumbrante da natureza”   Arthur Schoppenhauer

É impensável, nos dias atuais, falar da saúde da mulher sem mencionar a ultrassonografia. Desde os primeiros dias de vida viabilizando o estudo dos órgãos e estruturas sem o inconveniente da exposição à radiação ionizante, tão deletéria nessa faixa etária e perpassando pela adolescência, ao acompanhar o desenvolvimento do sistema reprodutor e auxiliar no diagnóstico de doenças como a endometriose. Na vida adulta, antes dos 40 anos, a ultrassonografia é o método ideal para a avaliação das alterações palpáveis das mamas e na senilidade no rastreio de doenças graves da cavidade abdominal e de glândulas como a tireoide, por exemplo. Mas é no acompanhamento da gestação, um momento tão sublime na vida da mulher, que a ultrassonografia se reveste de maior brilho ao ser capaz de estudar tão bem o binômio maternofetal.

Possibilitar uma melhor avaliação da saúde feminina é a nossa forma de prestar homenagem a todas as mulheres!

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