Hiperestimulação Ovariana

hiperestimulação ovariana

A estimulação ovariana controlada é quase sempre empregada durante as técnicas de reprodução assistida na tentativa de obter mais oócitos, que são as células sexuais femininas.

Embora essa estratégia possa melhorar o resultado reprodutivo, há um risco de ocorrência da síndrome da hiperestimulação ovariana, uma alteração que se caracteriza pelo aumento das dimensões ovarianas e da permeabilidade dos vasos levando a saída do fluido plasmático rico em proteínas. Este fluido vai se acumular nas cavidades abdominal e torácica alterando o delicado mecanismo que permite que o plasma se mantenha dentro do vaso sanguíneo.

Os casos mais graves ocorrem em cerca de 10% das mulheres que desenvolvem esta síndrome, necessitando muitas vezes, de internação em unidades de cuidados intensivos.

Fonte:

Borase, H, Mathur, R. Ovarian hyperstimulation syndrome: clinical features, prevention and management. Obst Gynecol Rep Med 2012;22(7):186-190.

Avaliação Da Pelve Feminina Pela Ultrassonografia

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A ultrassonografia da pelve feminina permite uma abordagem não invasiva, isenta de radiação ionizante e de contrastes iodados no estudo das queixas ginecológicas e pode ser realizada tanto pela técnica transabdominal (USTA) quanto endovaginal (USEV).

A USTA é adequada para avaliação do útero, tubas, ovários e bexiga em crianças, adolescentes e mulheres que não iniciaram a vida sexual. Para tanto, é necessário ingerir entre 2 a 4 copos de água para que haja repleção vesical (“bexiga cheia”). Apenas dessa forma pode-se identificar as estruturas desta região.

A USEV está indicada para todas as mulheres, independentemente da faixa etária, desde que sejam sexualmente ativas. Esta abordagem permite uma caracterização mais adequada das estruturas devido a proximidade da sonda com os órgãos pélvicos. Outra indicação importante da USEV é na avaliação da gravidez em seus estágios iniciais.

Incontinência Urinária

incontIncontinência urinária (IU) é a perda involuntária de urina. Atinge cerca de 1/4 das mulheres entre 14 e 21 anos; 60% das mulheres de meia idade e ao redor de 75% daquelas que têm mais de 75 anos. Acredita-se que esta estatística seja subestimada porque metade das mulheres têm vergonha de relatar este fato para o médico. Os principais fatores de riscos relacionados a IU são: gravidez, parto vaginal, menopausa, histerectomia, obesidade, infeção urinária, tosse crônica e prisão de ventre. A ultrassonografia perineal é um método não invasivo que pode auxiliar no diagnóstico desta patologia.

Fonte:

Qaseem, A, Dalla, P, Forciea, MA, Starkey, M, Denberg, TD, Shekelle, P. Nonsurgical management of urinary incontinence in womwn: a clinical practice guideline from the American College of Physicians. Ann Intern Med. 2014; 161(6):429-446. 

Torella, M, Franciscis, P, Russo, C, Gallo, P, Ambrosio, D, Colacurci, N, Schettino, MT. Stress urinary incontinence: usefulness of perineal ultrasound. Radiol Med. 2014; 119: 189-194.