Ultrassonografia das Regiões Axilares

ultrassonografiaA análise ultrassonográfica dos linfonodos axilares (estruturas responsáveis pela defesa do organismo) nos casos suspeitos e confirmados de câncer de mama é essencial na avaliação do prognóstico e na programação do tratamento oncológico.

A análise das regiões axilares é parte indissociável do estudo ultrassonográfico das mamas, sobretudo nas pacientes onde foi identificada lesão suspeita ou confirmada de malignidade. A ultrassonografia isoladamente ou associada ao estudo Doppler e elastográfico dos linfonodos axilares, permite avaliar se há suspeita de acometimento metastático, importante informação na programação do tratamento e  no estabelecimento do prognóstico do câncer de mama. A ultrassonografia permite ainda a execução de punção guiada tanto por agulha fina quanto por agulha grossa para estudo histopatológico, que em última instância, definirá o diagnóstico.

Fonte:
Pinheiro, DJPC, Elias S, Nazário ACP. Linfonodos axilares em pacientes com câncer de mama: avaliação ultrassonográfica. Radiol Bras. 2014 Jul/Ago;47(4):240–244.
Serban,N.Ultrasound axilary imaging. Mammography techniques and review. http://dx.doi.org/10.5772/59730.

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Ultrassonografia na Síndrome do Túnel do Carpo

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Dor no punho acompanhada de dormência nos dedos com piora noturna pode ser sinal da síndrome do túnel do carpo.

A síndrome do túnel do carpo (STC) é decorrente da compressão do nervo mediano quando ele atravessa a região do punho. É uma patologia frequente acometendo até 5% da população, sendo mais comum no sexo feminino e com início da doença após os 30 anos. A atividade laboral repetitiva e a sobrecarga no punho podem levar ao surgimento da STC. Os achados clínicos mais comuns são dor e/ou dormência no polegar, indicador, dedo médio e metade lateral do dedo anelar, que usualmente piora à noite.

O padrão ouro para o diagnóstico da STC é a eletroneuromiografia, mas a ultrassonografia é um excelente método em pacientes sintomáticos e na detecção de alteração estrutural do nervo mediano.

Fonte:
Aguiar, ROC. Diagnóstico ultrassonográfico da síndrome do túnel do carpo. Radiol Bras. 2015;48(6):IX-X.

A Ultrassonografia e a Saúde da Mulher

saúde da mulher

“A mulher é um efeito deslumbrante da natureza”   Arthur Schoppenhauer

É impensável, nos dias atuais, falar da saúde da mulher sem mencionar a ultrassonografia. Desde os primeiros dias de vida viabilizando o estudo dos órgãos e estruturas sem o inconveniente da exposição à radiação ionizante, tão deletéria nessa faixa etária e perpassando pela adolescência, ao acompanhar o desenvolvimento do sistema reprodutor e auxiliar no diagnóstico de doenças como a endometriose. Na vida adulta, antes dos 40 anos, a ultrassonografia é o método ideal para a avaliação das alterações palpáveis das mamas e na senilidade no rastreio de doenças graves da cavidade abdominal e de glândulas como a tireoide, por exemplo. Mas é no acompanhamento da gestação, um momento tão sublime na vida da mulher, que a ultrassonografia se reveste de maior brilho ao ser capaz de estudar tão bem o binômio maternofetal.

Possibilitar uma melhor avaliação da saúde feminina é a nossa forma de prestar homenagem a todas as mulheres!

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Desvendando o BI-RADS® Ultrassonográfico

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O BI-RADS® é um sistema que permite analisar as características das lesões mamárias (cistos, nódulos e alterações pós cirúrgicas, por exemplo) e estimar o risco destas lesões representarem uma patologia maligna.

BI-RADS é um manual de padronização  que visa uniformizar a terminologia médica utilizada nos laudos de imagem da mama (ultrassonografia, mamografia e ressonância magnética). É um acrônimo para Breast Image Reporting And Data System (Banco de dados para o relatório de imagens da mama, em uma tradução livre) e vem sendo utilizado no Brasil desde 1998.

A principal vantagem deste sistema traduz-se na maior concordância de interpretação das imagens da mama entre os radiologistas, que passam a estratificar as imagens encontradas em categorias pré-estabelecidas de risco para malignidade. Na tabela abaixo vemos as possíveis categorias em que uma dada imagem pode ser classificada, indo de 0 até a 6.

A categoria 0 expressa a necessidade de prosseguir a investigação com outro método de imagem. São poucas as situações onde designamos BI-RADS 0 na avaliação ultrassonográfica. As categorias BI-RADS 1 e 2 indicam que não há risco de malignidade. O BI-RADS 3 é a utilizada para os nódulos com características benignas e para alguns tipos de cistos. O risco de malignidade é pouco provável, ficando abaixo de 2%. Geralmente indica-se apenas acompanhamento ultrassonográfico a cada 6 meses durante dois anos consecutivos e a partir deste período, a avaliação passa a ser anual. A categoria 4 é a mais heterogênea, com risco para malignidade oscilando entre 3 a 95% e, por isso, houve a necessidade de subdividi-la em classes 4A, 4B e 4C. Toda imagem classificada como 4 necessita de realização de biópsia para esclarecimento diagnóstico. Nas subcategorias 4A e 4B, aguarda-se que o resultado da biópsia seja negativo e na 4C, a maior probabilidade é de doença maligna. A categoria 5 aponta para uma quase certeza de malignidade, e por fim, a categoria 6 é reservada para as pacientes que fizeram biópsia e já possuem laudo histopatológico de câncer.

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Sangramento No Início da Gravidez

Sangramento no início da gravidez

O sangramento no primeiro trimestre da gravidez é uma complicação potencialmente grave e que pode ameaçar a vida da gestante e do bebê.

O sangramento vaginal é a principal emergência obstétrica nos 3 primeiros meses de gravidez. Aproximadamente metade das pacientes com perda significativa de sangue nesta fase da gestação irá abortar.

A ultrassonografia é o método diagnóstico de escolha na avaliação destes sangramentos pois é capaz de determinar a vitalidade do bebê e a possível causa do sangramento, como a gravidez fora do útero e a doença trofoblástica gestacional, por exemplo. Diante de um episódio de sangramento a detecção de uma gravidez intrauterina com feto vivo não auxilia apenas o obstetra na condução clínica mas também gera alívio psicológico na gestante e familiares.

Fonte: Dighe, M, Cuevas, C, Moshiri, M, Dubinsky, T, Dogra, V. Sonography in first trimester bleeding. J. Clin. Ultrasound, 2008;36: 352–366. doi: 10.1002/jcu.20451.
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