Mãe Obesa e Diabética x Autismo

obesidade na gravidezEstudo indica que a prevenção do autismo está na dependência do controle do peso e do diabetes tanto antes quanto durante a gravidez.

Estudo conduzido pela prestigiosa universidade americana John Hopkins e publicado em fevereiro deste ano na revista Pediatrics, relatou a associação entre diabetes e obesidade materna com o aumento de casos de transtornos do espectro autista (TEA).

Os pesquisadores acompanharam o desenvolvimento de 2.734  crianças entre 1998 e 2014, do nascimento até a infância e encontraram 102 casos categorizados como TEA. Observaram que mães com diagnóstico de obesidade associada a diabetes, não importando se esta combinação estava presente antes ou durante a gravidez, apresentavam um risco 4 vezes maior para ter filhos com TEA comparando-se com mães que não eram portadoras, concomitantemente, destas alterações metabólicas.

Embora os mecanismos que levem ao aumento dos casos de TEA em mães que exibem simultaneamente obesidade e diabetes ainda sejam obscuros, acredita-se que estas desordens metabólicas maternas quando associadas ocasionem tanto um processo inflamatório no cérebro fetal, como redução dos níveis de folato, que é uma vitamina essencial para o desenvolvimento neurológico do bebê.

Fonte: The association of maternal obesity and diabetes with autism and other developmental disabilities. Hong X., Wang G., Wang M.-C., Zuckerman B., Wang X., Li M., Fallin M.D., (…), Dahm J.L.Pediatrics, 2016;137(2).

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Ultrassonografia das Regiões Axilares

ultrassonografiaA análise ultrassonográfica dos linfonodos axilares (estruturas responsáveis pela defesa do organismo) nos casos suspeitos e confirmados de câncer de mama é essencial na avaliação do prognóstico e na programação do tratamento oncológico.

A análise das regiões axilares é parte indissociável do estudo ultrassonográfico das mamas, sobretudo nas pacientes onde foi identificada lesão suspeita ou confirmada de malignidade. A ultrassonografia isoladamente ou associada ao estudo Doppler e elastográfico dos linfonodos axilares, permite avaliar se há suspeita de acometimento metastático, importante informação na programação do tratamento e  no estabelecimento do prognóstico do câncer de mama. A ultrassonografia permite ainda a execução de punção guiada tanto por agulha fina quanto por agulha grossa para estudo histopatológico, que em última instância, definirá o diagnóstico.

Fonte:
Pinheiro, DJPC, Elias S, Nazário ACP. Linfonodos axilares em pacientes com câncer de mama: avaliação ultrassonográfica. Radiol Bras. 2014 Jul/Ago;47(4):240–244.
Serban,N.Ultrasound axilary imaging. Mammography techniques and review. http://dx.doi.org/10.5772/59730.

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Ultrassonografia na Síndrome do Túnel do Carpo

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Dor no punho acompanhada de dormência nos dedos com piora noturna pode ser sinal da síndrome do túnel do carpo.

A síndrome do túnel do carpo (STC) é decorrente da compressão do nervo mediano quando ele atravessa a região do punho. É uma patologia frequente acometendo até 5% da população, sendo mais comum no sexo feminino e com início da doença após os 30 anos. A atividade laboral repetitiva e a sobrecarga no punho podem levar ao surgimento da STC. Os achados clínicos mais comuns são dor e/ou dormência no polegar, indicador, dedo médio e metade lateral do dedo anelar, que usualmente piora à noite.

O padrão ouro para o diagnóstico da STC é a eletroneuromiografia, mas a ultrassonografia é um excelente método em pacientes sintomáticos e na detecção de alteração estrutural do nervo mediano.

Fonte:
Aguiar, ROC. Diagnóstico ultrassonográfico da síndrome do túnel do carpo. Radiol Bras. 2015;48(6):IX-X.

A Ultrassonografia e a Saúde da Mulher

saúde da mulher

“A mulher é um efeito deslumbrante da natureza”   Arthur Schoppenhauer

É impensável, nos dias atuais, falar da saúde da mulher sem mencionar a ultrassonografia. Desde os primeiros dias de vida viabilizando o estudo dos órgãos e estruturas sem o inconveniente da exposição à radiação ionizante, tão deletéria nessa faixa etária e perpassando pela adolescência, ao acompanhar o desenvolvimento do sistema reprodutor e auxiliar no diagnóstico de doenças como a endometriose. Na vida adulta, antes dos 40 anos, a ultrassonografia é o método ideal para a avaliação das alterações palpáveis das mamas e na senilidade no rastreio de doenças graves da cavidade abdominal e de glândulas como a tireoide, por exemplo. Mas é no acompanhamento da gestação, um momento tão sublime na vida da mulher, que a ultrassonografia se reveste de maior brilho ao ser capaz de estudar tão bem o binômio maternofetal.

Possibilitar uma melhor avaliação da saúde feminina é a nossa forma de prestar homenagem a todas as mulheres!

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Desvendando o BI-RADS® Ultrassonográfico

Bi-rads

O BI-RADS® é um sistema que permite analisar as características das lesões mamárias (cistos, nódulos e alterações pós cirúrgicas, por exemplo) e estimar o risco destas lesões representarem uma patologia maligna.

BI-RADS é um manual de padronização  que visa uniformizar a terminologia médica utilizada nos laudos de imagem da mama (ultrassonografia, mamografia e ressonância magnética). É um acrônimo para Breast Image Reporting And Data System (Banco de dados para o relatório de imagens da mama, em uma tradução livre) e vem sendo utilizado no Brasil desde 1998.

A principal vantagem deste sistema traduz-se na maior concordância de interpretação das imagens da mama entre os radiologistas, que passam a estratificar as imagens encontradas em categorias pré-estabelecidas de risco para malignidade. Na tabela abaixo vemos as possíveis categorias em que uma dada imagem pode ser classificada, indo de 0 até a 6.

A categoria 0 expressa a necessidade de prosseguir a investigação com outro método de imagem. São poucas as situações onde designamos BI-RADS 0 na avaliação ultrassonográfica. As categorias BI-RADS 1 e 2 indicam que não há risco de malignidade. O BI-RADS 3 é a utilizada para os nódulos com características benignas e para alguns tipos de cistos. O risco de malignidade é pouco provável, ficando abaixo de 2%. Geralmente indica-se apenas acompanhamento ultrassonográfico a cada 6 meses durante dois anos consecutivos e a partir deste período, a avaliação passa a ser anual. A categoria 4 é a mais heterogênea, com risco para malignidade oscilando entre 3 a 95% e, por isso, houve a necessidade de subdividi-la em classes 4A, 4B e 4C. Toda imagem classificada como 4 necessita de realização de biópsia para esclarecimento diagnóstico. Nas subcategorias 4A e 4B, aguarda-se que o resultado da biópsia seja negativo e na 4C, a maior probabilidade é de doença maligna. A categoria 5 aponta para uma quase certeza de malignidade, e por fim, a categoria 6 é reservada para as pacientes que fizeram biópsia e já possuem laudo histopatológico de câncer.

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