Obesidade Infantil – O Papel da Ultrassonografia

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A prevalência da obesidade infantil é de tal monta que tem alcançado níveis de epidemia global. Segundo dados do Ministério da Saúde uma em cada três crianças está acima do peso no Brasil. A obesidade infantil é considerada fator de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes, doença gordurosa do fígado bem como ocasiona alteração nas taxas do colesterol.  Nos últimos anos vários trabalhos científicos vêm demonstrando a importância da ultrassonografia tanto na avaliação da gordura subcutânea quanto da visceral que é a responsável pelo surgimento da síndrome metabólica.

Fonte:

Sakuno, T, Tomita, LM, Tomita, CM, Giuliano, ICB, Ibagy, A, Perin, NMM, Poeta, LS. Avaliação ultrassonográfica da gordura visceral e subcutânea em crianças obesas.Radiol Bras. 2014; 47(3): 149-153.

Site do Ministério da Saúde.

Cistos Ovarianos na Pós-Menopausa

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Cerca de 20% das mulheres na pós-menopausa apresentam cistos ovarianos, a maioria destes assintomáticos sendo detectados incidentalmente através da ultrassonografia endovaginal de rotina. Felizmente, a maioria destes cistos são benignos, logo sem indicação de tratamento cirúrgico, apenas seguimento ultrassonográfico periódico.

Contudo, qualquer lesão na topografia ovariana na pós-menopausa deve ser submetida a uma análise ultrassonográfica detalhada das características morfológicas, observando-se para tal, um rígido protocolo internacional que classifica o risco da anormalidade observada ser maligna. Este modelo diagnóstico classifica eficazmente 75% de todas as lesões anexiais. Os casos com maior suspeita de malignidade são submetidos a ressonância magnética e/ou encaminhados para procedimento cirúrgico para elucidação diagnóstica e estabelecimento do tratamento e prognóstico.

Fonte:

Sharma, A, Apostolidou, M, Burnell, S, Campbell, M, Habib, A. Risk of epithelial ovarian cancer in asymptomatic women with ultrasound-detected ovarian masses: a prospective cohort study within the UK collaborative trial of ovarian cancer screening (UKCTO). Ultrasound Obstet Gynecol. 2012, 40: 338-344.

Kaijser, J, Bourne, T, Valentins, L, Sayasnesh, A, Van Holsbeke, C, Vergote, I, Testa, AC, Franchi, O, Van Calste, B, Timmerman, D. Improving strategies for diagnosing ovarian cancer: a summary of the International Ovarian Tumor Analysis (IOTA) studies. Ultrasound Obstet Gynecol. 2013, 41: 9-20.

A Ultrassonografia no Diagnóstico das Fendas Faciais

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A presença de fendas no lábio superior ou no palato (céu da boca) do feto é um achado relativamente comum sendo identificadas  durante a ultrassonografia morfológica do 2° trimestre. Acredita-se que explicação para o surgimento destas fendas seja multifatorial, vinculada a causas hereditárias, genéticas e ambientais. O tratamento envolve o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar com bons resultado nos casos não relacionados a outras anomalias.

Fonte:

Mossey, PA, Little J, Mungen, RG, Dixon, MJ, Shaw, WC. Cleft lip and palate. Lancet. 2009; 374 (9703): 1773-1785.

Dixon, MJ, Marazita, ML, Beaty, TH, Murray, JC. Cleft lip and palate: understanding genetic and environmental influences. Nature Rev Genet. 2011; 12: 167-178.