Miomas Uterinos

fibroideOs miomas são nódulos benignos que acometem o útero com elevada prevalência. A grande maioria é assintomático sendo diagnosticado em exames de ultrassom de rotina, tanto por via abdominal quanto endovaginal. Dependendo da localização, quantidade e tamanho podem levar a sangramento, cólica, redução em graus variáveis da fertilidade, desfechos obstétricos adversos como abortamentos espontâneos e partos prematuros e mais raramente queixas urinárias e intestinais. O tratamento cirúrgico quando indicado pode ser feito por laparotomia convencional, videolaparoscopia e histeroscopia, esta última modalidade utilizada nos casos em que  o mioma localiza-se próximo ou mesmo no interior da cavidade uterina. Mais recentemente a embolização das artérias uterinas tem sido um método cada vez mais utilizado e com resultados satisfatórios em casos selecionados.

Fonte:

Somigliana, E, Vercellini, P, Daguati, R, Pasin, R, De Giorgi, O, Crosignani, PC. Fibroids and female reproduction: a critical analysis of the evidence. Hum Reprod Update. 2007; 13(5): 465-476.

Boclin, KL, Faerstein, E. Prevalência de diagnóstico médico auto-relatado de miomas uterinos em população brasileira: padrões demográficos e socioeconômicos no estudo pro-saúde. Rev Bras Epidemiol. 2013; 16(2): 301-313.

Obesidade Infantil – O Papel da Ultrassonografia

obesidade inf

A prevalência da obesidade infantil é de tal monta que tem alcançado níveis de epidemia global. Segundo dados do Ministério da Saúde uma em cada três crianças está acima do peso no Brasil. A obesidade infantil é considerada fator de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes, doença gordurosa do fígado bem como ocasiona alteração nas taxas do colesterol.  Nos últimos anos vários trabalhos científicos vêm demonstrando a importância da ultrassonografia tanto na avaliação da gordura subcutânea quanto da visceral que é a responsável pelo surgimento da síndrome metabólica.

Fonte:

Sakuno, T, Tomita, LM, Tomita, CM, Giuliano, ICB, Ibagy, A, Perin, NMM, Poeta, LS. Avaliação ultrassonográfica da gordura visceral e subcutânea em crianças obesas.Radiol Bras. 2014; 47(3): 149-153.

Site do Ministério da Saúde.

Cistos Ovarianos na Pós-Menopausa

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Cerca de 20% das mulheres na pós-menopausa apresentam cistos ovarianos, a maioria destes assintomáticos sendo detectados incidentalmente através da ultrassonografia endovaginal de rotina. Felizmente, a maioria destes cistos são benignos, logo sem indicação de tratamento cirúrgico, apenas seguimento ultrassonográfico periódico.

Contudo, qualquer lesão na topografia ovariana na pós-menopausa deve ser submetida a uma análise ultrassonográfica detalhada das características morfológicas, observando-se para tal, um rígido protocolo internacional que classifica o risco da anormalidade observada ser maligna. Este modelo diagnóstico classifica eficazmente 75% de todas as lesões anexiais. Os casos com maior suspeita de malignidade são submetidos a ressonância magnética e/ou encaminhados para procedimento cirúrgico para elucidação diagnóstica e estabelecimento do tratamento e prognóstico.

Fonte:

Sharma, A, Apostolidou, M, Burnell, S, Campbell, M, Habib, A. Risk of epithelial ovarian cancer in asymptomatic women with ultrasound-detected ovarian masses: a prospective cohort study within the UK collaborative trial of ovarian cancer screening (UKCTO). Ultrasound Obstet Gynecol. 2012, 40: 338-344.

Kaijser, J, Bourne, T, Valentins, L, Sayasnesh, A, Van Holsbeke, C, Vergote, I, Testa, AC, Franchi, O, Van Calste, B, Timmerman, D. Improving strategies for diagnosing ovarian cancer: a summary of the International Ovarian Tumor Analysis (IOTA) studies. Ultrasound Obstet Gynecol. 2013, 41: 9-20.