Incontinência Urinária

incontIncontinência urinária (IU) é a perda involuntária de urina. Atinge cerca de 1/4 das mulheres entre 14 e 21 anos; 60% das mulheres de meia idade e ao redor de 75% daquelas que têm mais de 75 anos. Acredita-se que esta estatística seja subestimada porque metade das mulheres têm vergonha de relatar este fato para o médico. Os principais fatores de riscos relacionados a IU são: gravidez, parto vaginal, menopausa, histerectomia, obesidade, infeção urinária, tosse crônica e prisão de ventre. A ultrassonografia perineal é um método não invasivo que pode auxiliar no diagnóstico desta patologia.

Fonte:

Qaseem, A, Dalla, P, Forciea, MA, Starkey, M, Denberg, TD, Shekelle, P. Nonsurgical management of urinary incontinence in womwn: a clinical practice guideline from the American College of Physicians. Ann Intern Med. 2014; 161(6):429-446. 

Torella, M, Franciscis, P, Russo, C, Gallo, P, Ambrosio, D, Colacurci, N, Schettino, MT. Stress urinary incontinence: usefulness of perineal ultrasound. Radiol Med. 2014; 119: 189-194.

Tireoidite de Hashimoto

hashiA tireoidite de Hashimoto é a principal causa de redução da função da glândula tireoide (hipotireoidismo) em adultos. Caracteriza-se por ser um processo inflamatório de causa autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico do paciente investe contra o tecido tireoideano e por haver uma predisposição genética. Os pacientes com Hashimoto frequentemente apresentam outras alterações endocrínas como o diabetes podendo haver também o surgimento de tumores na tireóide. As mulheres são muito mais acometidas por esta condição clínica e o diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais e pela ultrassonografia.

Fonte:

Durfee, SM, Benson, CB, Arthaud, DM, Alexander, EK, Frates, MC. Sonographic appearance of thyroid cancer with Hashimoto thyroiditis. JUM, 2015: 34(4) 697-704.

Tambascia, MA, Zantut-Wittmann, DE. Tireodites. In: Coronho V, Petroianu A, Pimenta LG. Tratado de endocrinologia e cirurgia endócrina. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. p.475-488.

 

 

 

 

Crianças São Mais Sensíveis À Radiação

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Nos últimos 20 anos houve um aumento exponencial do emprego da tomografia computadorizada (TC) levando a uma inequívoca melhora na capacidade diagnóstica, porém o seu uso veio acompanhado de riscos significativos sobretudo para a população pediátrica, que é bem mais sensível aos efeitos nocivos da radiação. A dose de radiação ionizante utilizada na TC excede em 100 a 500 vezes aquela aplicada numa radiografia convencional. Estudos apontam uma intensificação expressiva do risco para leucemia e tumores cerebrais em crianças expostas a doses que seriam inócuas em adultos. Métodos que não utilizam radiação como a ultrassonografia e a ressonância magnética são opções seguras. Quando for necessário o uso da TC em crianças é mandatório o ajuste da dose de radiação ao mínimo necessário para que se estabeleça um diagnóstico seguro.

Fonte:

Pearce, MS , Salotti, JA, Little, MP, McHugh, K, Lee, C, Kim, KP, Howe, NL, Cecile, Ronckers, CM, Rajaraman, P, Craft, AW, Parker, L, González, AB. Radiation exposure from CT scans in childhood and subsequent risk of leukaemia and brain tumours: a retrospective cohort study. Lancet 2012; 380: 499–505.
Miglioretti, DL, Johnson, E; Williams, A, Greenlee, RT, Weinmann, S, Solberg, LI, Feigelson, HS, Douglas, R, Flynn, MJ, Vanneman, N, Smith-Bindman, R. The use of computed tomography in pediatrics and the associated radiation exposure and estimated cancer risk. JAMA Pediatr. 2013;167(8):700-707.